Uma reflexão entre a vida real, a paciência e os animes
Começo de ano em São Paulo é calor forte, pancadas de chuva quase diárias e níveis de água que mudam rápido. Represas sobem, rios ganham correnteza e a natureza entra num ritmo diferente. E é justamente nesse cenário que muita gente se pergunta: vale a pena pescar no começo do ano?
A resposta direta é: sim, mas não do jeito que muita gente imagina.
No verão paulista, especialmente entre janeiro e fevereiro, peixes como tilápia, traíra, tucunaré e até alguns bagres ficam mais ativos por causa da água quente e da maior oferta de alimento. Em represas como Cantareira, Billings, Guarapiranga e em pesqueiros da Grande São Paulo, é comum ver mais movimentação nos horários certos — principalmente no começo da manhã e no fim da tarde.
O problema é que o começo do ano também cobra algo em troca: leitura do ambiente.
Chuvas fortes deixam a água turva, alteram pontos tradicionais e exigem adaptação. Quem chega achando que vai repetir a pescaria do inverno ou da primavera normalmente volta frustrado. Já quem observa, muda isca, respeita o tempo e entende o clima, costuma ter resultados melhores — mesmo quando o peixe não aparece no anzol.
E aqui entra algo que todo nerd entende: isso é puro Nen.
No fim, o começo do ano pode sim ser um ótimo período para a pesca. Não pela facilidade, mas pelo aprendizado. Quem entende isso volta para casa diferente — às vezes com peixe, às vezes só com histórias, mas quase sempre com a cabeça mais leve.
E talvez seja esse o verdadeiro prêmio.

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