O NOVO CENÁRIO NO PERFIL CONSUMIDOR E EMPRESARIAL - 2022

O novo cenário no perfil consumidor

Em 2020, tivemos que retraçar a rota da vida e dos negócios do dia para a noite. E ao longo de 2021 passamos a entender melhor o panorama da pandemia e nos adaptar à nova realidade. A forma de comprar, de trabalhar e de se divertir mudou. Muitas atividades antes presenciais ganharam versão digital – e com o consumo não foi diferente.

No decorrer desses dois anos, profissionais de marketing uniram esforços e se ampararam em dados para entender o novo cotidiano. 



Esse cenário fez com que as pessoas se sentissem sobrecarregadas e buscassem maneiras de positivar esse momento. Meditação, cursos, yoga no YouTube, aprender novas receitas, fazer encontros online, pedir o prato favorito no delivery, almoçar em família, limpar a casa ou planejar as finanças. 

O tempo sem precedentes que vivemos também foi marcado pelo ritmo acelerado das mudanças digitais.
Como as pessoas estão comprando? Qual conteúdo estão consumindo? Qual o sentimento mais marcante nesse tempo?

Assim em 2022, ano em que se assinalam os 2 anos do período pandémico, os consumidores já se ajustaram a uma compra predominantemente online, estão à vontade com a tecnologia, nomeadamente em dispositivos móveis, e valorizam a conveniência da entrega e meios de pagamento.

O consumidor aprendeu a ser a cada vez mais exigente: procurar informações de várias fontes, comparar produtos entre marcas concorrentes, exigir transparência das empresas, quer uma experiência positiva de compra e faz valer os seus direitos no que toca a proteção de dados pessoais e às garantias pós-compra.

O relatório Zendesk Customer Experience Trends Report de 2021 (link da pesquisa) indica que os consumidores procuram, mais do que uma marca com reputação, um posicionamento da empresa que demonstre empatia e consideração pelas preocupações sociais e ambientais dos clientes.

Os dados recolhidos pela Zendesk demonstram que:

– 49% dos consumidores procuram maior empatia no apoio ao cliente;
– 54% deseja adquirir produtos e serviços de empresas que priorizam a diversidade, igualdade e inclusão nas suas comunidades e espaços de trabalho;
– 63% deseja comprar a marcas que são socialmente responsáveis.

O consumidor pode ser o melhor embaixador da marca ou o seu maior crítico, o que poderá resultar assim num aumento de vendas, caso a sua experiência seja positiva, ou num boicote total, caso tenha um feedback negativo.

Isto porque o cliente atual não se limita a comprar e usufruir do produto ou serviço. Cada vez mais, o consumidor partilha a sua experiência nas redes sociais, seja positiva ou negativa.


O novo cenário no perfil empresarial


Quando se trata de investimento para superar as dificuldades oriundas da pandemia, certamente devemos levar em consideração o ambiente digital como uma alternativa para superar os problemas do negócio. Com o isolamento social e a incorporação do home-office, consumidores se viram obrigados a ficar em casa, fazendo com que as empresas precisassem se adaptar ao ambiente.

E no que tudo indica, a tendência é que o ambiente digital veio realmente para ficar. Mesmo com o fim da limitação de horário para o comércio, grande parte das empresas ainda optaram por dar continuidade e-commerce, visto que esse serviço proporciona que o consumidor receba seu produto em casa, sem riscos de contaminação e em segurança.

O papel do empreendedorismo e da inovação

Diante do cenário pós pandemia muitas organizações precisaram buscar empreender e inovar por necessidade ou devido ao desemprego. Na realidade, para que uma empresa consiga se destacar no mercado atual, é necessário que essa esteja em constante adaptação, sempre trazendo diferenciais em relação às suas concorrentes.

Porém, antes de tudo, ela deve ter muito bem definido quem é o seu público-alvo. Uma empresa que não faz a segmentação de mercado, que não tem bem claro quem é a sua persona, dificilmente conseguirá se destacar no cenário empresarial sobretudo no cenário pós pandêmico, pois é de extrema importância que uma empresa direcione suas ofertas e esteja atento às novas necessidades do consumidor.

A Maioria dos empresários enfrentaram, e ainda enfrenta, problemas para arcar com compromissos, e quase metade adiou impostos. Se as empresas não fecharam a porta, eles mudaram de EPP (Empresa de Pequeno Porte) para micro, e as vezes nem isso, continuaram com o EPP no nome, mas nem de longe lucrando, pois tiveram que utilizar os últimos dinheiros para arcar com os impostos trabalhistas, atrasando até os impostos básicos (Simples Nacional entre outros).

De acordo com o Sebrae, em uma pesquisa feita de o início de abril de 2020 a julho de 2021, pelo menos 600 mil micros e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos.

Ainda segundo a pesquisa:
“10,1 milhões de empresas pararam de funcionar durante a pandemia, sendo 2,1 milhões por decisão da empresa, enquanto a paralisação de 8 milhões de companhias foi determinada pelo governo. Empresas podem ficar em média 23 dias fechadas e ainda assim ter capital para pagar as contas. […] Mais da metade (55%) dos micro e pequenos empresários terão que pedir empréstimos para manter os negócios funcionando sem gerar demissões.”

Esta foi a inevitável consequência do fechamento da economia imposto por prefeitos e governadores em decorrência da pandemia da Covid-19. Na pesquisa falava de 23 dias fechados, mas na realidade ficaram mais de 6 meses com as portas fechadas em algumas cidades.

Os otimistas estão errados. Sem nenhum exagero, a psicologia de toda a população foi transformada por algo que nunca aconteceu na história do país (pandemia seguida de confinamento). Esta pandemia será para sempre lembrada por todos os adultos.

Um grande número de pessoas desempregadas manterá a economia economicamente deprimida. Também manterá a economia psicologicamente deprimida.

Os jovens sem experiência que estão entrando atualmente no mercado de trabalho terão um longo período de decepção pela frente. Estão entrando no mercado no pior momento possível. Eles não conseguirão bons empregos. Não construirão capital. Dificilmente terão condições de sair da casa dos pais. 

E os poucos que conseguirem empregos não conseguirão os mesmos salários vigentes em fevereiro. Ou mesmo os vigentes em maio do ano passado. Eles viverão assim por pelo menos cinco anos. (O próprio governo estima uma queda de 5% do PIB. Em dólares, é capaz de voltarmos para 2009. E essa é uma hipótese otimista).

E aqueles que entrarem no mercado depois destes irão rapidamente superá-los.

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BIBLIOGRAFIA

SEBRAE PESQUISA ABRIL2020: LINK1 LINK2
SEBRAE PESQUISA OUTUBRO 2020: LINK1 LINK2
SEBRAE PESQUISA NOVEMBRO 2020: LINK1
SEBRAE PESQUISA JANEIRO 2021: LINK1
SEBRAE PESQUISA AGOSTO 2021: LINK1
ZENDESK PESQUISA - LINK1

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