Com lançamentos, negociações estratégicas e organização eficiente, a 42ª edição da feira reforçou a confiança do setor e abriu o calendário de eventos de 2026 com saldo positivo.
A ABRIN 2026 teve início no dia 1º de março, no Expo Center Norte, em São Paulo, e já começou mostrando que 2026 promete ser um ano interessante para o setor de brinquedos — e também para o mercado de eventos.
Logo no primeiro dia, os números chamaram atenção: 174 expositores, 268 marcas e cerca de 1.500 lançamentos inéditos. E isso não ficou só no papel. Os corredores estavam movimentados desde as primeiras horas, com compradores, lojistas, distribuidores e fabricantes circulando intensamente.
A feira reforça seu papel como principal hub de negócios do setor na América Latina. Não é só vitrine — é lugar de fechar parceria, negociar volume e entender para onde o mercado está caminhando.
Outro ponto que repercutiu foi a presença de nomes importantes do meio empresarial, como Karla Felmanas, que marcou presença na abertura e gerou bastante comentário nas redes e na imprensa especializada.
📅 Segundo dia: movimento, tendências e conteúdo
No segundo dia, a movimentação continuou forte. Corredores cheios, estandes sempre com gente e muitas conversas acontecendo ao mesmo tempo. Já dava para perceber quais produtos estavam chamando mais atenção e quais nichos estavam ganhando força.
O foco permaneceu nos lançamentos, mas também no networking estratégico. Além disso, a programação trouxe conteúdos especializados, como palestras e debates no espaço Abrin Talks, discutindo tendências do varejo, comportamento de consumo e inovação no setor.
Entre os destaques que mais repercutiram:
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Crescimento do segmento kidult, voltado para adultos colecionadores
A ABRIN deixou claro que não é só sobre criança. O público adulto apaixonado por colecionáveis e nostalgia está cada vez mais presente nas estratégias das marcas.
🎯 Terceiro dia: o dia das decisões
Se o primeiro dia é impacto e o segundo é movimentação intensa, o terceiro é o dia das decisões.
Foi quando as reuniões ficaram mais longas e estratégicas. Compradores voltaram aos estandes já sabendo o que queriam. Ali começaram negociações mais profundas: volume, prazo, exclusividade regional e condições comerciais.
Também foi possível notar que muitos expositores ajustaram discurso e apresentação. Depois de dois dias ouvindo o mercado, marcas reorganizaram vitrines, deram mais destaque aos produtos que estavam chamando atenção e reforçaram aquilo que realmente estava vendendo.
O networking ficou mais maduro. Menos troca de cartão por educação e mais conversa séria de parceria futura.
É o dia em que a gente observa com olhar crítico:
🚀 Quarto dia: consolidação e leitura de mercado
O último dia teve aquela energia de conclusão. Não é queda, é fechamento de ciclo.
Compradores que ainda estavam indecisos voltaram para garantir pedidos. Expositores fizeram ajustes finais e, em alguns casos, condições especiais de encerramento.
Nos bastidores, já se ouvia o famoso termômetro do setor:
A imprensa começou a captar esse saldo geral e a narrativa que se desenha é clara: inovação, nichos bem definidos e um mercado mais consciente nas decisões.
🎟️ Organização que merece destaque
Além dos negócios, um ponto que chamou nossa atenção foi a organização.
O credenciamento seguiu o modelo digital: inscrição online e entrada com QR Code impresso. Simples, direto e funcional. O fluxo de entrada estava organizado, o staff bem treinado e sempre disposto a orientar.
Quem participa de vários eventos em São Paulo percebe quando algo está desorganizado. E também percebe quando está redondo. Dessa vez, estava.
Isso mostra maturidade na execução. E quando a experiência do visitante começa bem na porta, o evento já ganha pontos importantes.
📊 O saldo geral dos quatro dias
Com base no que acompanhamos e no que vem sendo divulgado, a leitura é positiva:
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Mercado mais confiante do que em 2025
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Crescimento puxado por inovação e nichos específicos
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Compradores mais seletivos e estratégicos
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Forte presença do público adulto colecionador
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Consolidação do brinquedo como ferramenta educacional e socioemocional
Se a ABRIN 2026 serve como termômetro, podemos dizer que o ano começou bem para o setor — e também para o calendário de eventos em São Paulo.
Seguimos acompanhando. Porque aqui a gente não olha só o palco. A gente observa os bastidores também.


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