Depois de anos acompanhando Stranger Things, finalmente chegamos ao fim da série. A despedida foi aguardada com enorme expectativa, cercada de teorias, emoção e nostalgia. O problema é que, apesar de bons momentos, o final deixou um gosto amargo para muitos fãs, principalmente por decisões questionáveis, furos de roteiro e a ausência de consequências reais dentro da história.
Os pontos positivos do final de Stranger Things
Não dá para negar: o epílogo é um dos momentos mais fortes do encerramento da série. Ele aposta totalmente no lado emocional, mostrando os personagens alguns meses após os acontecimentos finais, visivelmente marcados por tudo o que viveram, mas ainda unidos.
A sensação de “fim de ciclo” funciona muito bem, especialmente para quem cresceu junto com Stranger Things. A trilha sonora, os olhares silenciosos e a nostalgia entregam exatamente aquilo que a série sempre soube fazer bem: tocar emocionalmente o público.
É um tipo de cena que não exige grandes explicações, apenas sentimento, e nisso, a série acerta.
Furos de roteiro e regras ignoradas no final
Aqui começa a parte mais polêmica. Ao longo das temporadas, Stranger Things construiu regras claras sobre seu universo, seus monstros e as conexões entre os personagens. No entanto, no final, muitas dessas regras simplesmente são ignoradas.
Elementos que antes eram extremamente perigosos, como Will sentir o que os monstros sentiam, perdem completamente o peso. Situações graves são resolvidas rápido demais, com explicações rasas ou inexistentes, dando a impressão de que o roteiro estava com pressa de acabar.
Um mundo sem consequências reais
Um dos maiores problemas do final de Stranger Things é a falta de consequências. Ao longo da série, militares são mortos, crimes graves acontecem, a cidade é parcialmente destruída, fendas gigantes surgem e pessoas desaparecem.
Mesmo assim, no final:
-
Ninguém é preso
-
Ninguém responde por nada
-
A cidade parece seguir em frente normalmente
Esse tipo de decisão enfraquece o impacto da narrativa. Um mundo onde ações extremas não geram consequências reais perde parte da credibilidade construída nas primeiras temporadas.
Criadores tiveram medo de arriscar?
A crítica mais dura vai para os criadores da série. A sensação é que muitas decisões foram suavizadas ou deixadas em aberto por medo de impactar outros projetos do universo Stranger Things, como a peça de teatro, ou de fechar portas para futuras produções.
Muitas respostas ficaram propositalmente abertas, seguindo a lógica de que “qualquer interpretação está certa”. Embora isso funcione em alguns casos, aqui soa mais como falta de coragem de entregar respostas claras para fãs que acompanharam a série por anos.
Mistério é bom. Excesso de mistério vira frustração.
A teoria do episódio secreto de Stranger Things
Após o final, ganhou força entre os fãs a teoria de que existiria um episódio secreto. A ideia era de que um capítulo extra explicaria os diversos pontos soltos deixados pela narrativa.
Essa teoria surgiu por vários motivos:
-
A sensação clara de que faltava algo
-
O encerramento estranho de algumas histórias
-
Falas vagas dos criadores em entrevistas
-
Supostas pistas escondidas na própria série
No entanto, o episódio secreto nunca existiu, e isso apenas aumentou a frustração de quem esperava respostas mais concretas.
Conclusão: um final emocional, mas longe de ser perfeito
O final de Stranger Things não pode ser chamado de desastre, mas também está longe de ser ideal. Ele emociona, encerra alguns arcos importantes e se despede com carinho de seus personagens. Porém, tropeça em furos de roteiro, quebra regras estabelecidas, ignora consequências e toma decisões criativas que parecem ter sido guiadas pelo medo.
No fim das contas, Stranger Things deixa uma mensagem clara: a jornada foi incrível, mas o destino poderia ter sido muito melhor.

Eu assisti com meu pai essa serie, eu gostei mas ele achou chato o final
ResponderExcluir